Ela queria saber. Queria a verdade e não haveria outra maneira de o saber senão perguntar-lhe. As dúvidas eram muitas, mas as pessoas envolvidas neste enredo também. Ela não queria magoar ninguém, mas tinha de saber. Ela amava-o (ainda). Aquele sentimento a que deram o nome de amor, nunca tinha desaparecido totalmente. Por momentos ficava esquecido, ela quase não o sentia. Mas bastava ver o sorriso dele (aquele sorriso de sempre, o mesmo que ele esboçava quando ela lhe dizia entre os dentes "Eu amo-te"). Tudo mudava naquele momento em que ele sorria. E como é fascinante o poder de um sorriso. As borboletas no estômago saiam do casulo. E a força do miocárdio dava tudo de si. Então ela procurou naquele sorriso a resposta para o seu coração, mas não foi suficiente. Teria de recorrer ás palavras. Chegou junto dele e a receio sussurou-lhe ao ouvido:
-Amas-me?
Mas uma força vinda não se sabe de onde, percorreu-lhe todo o corpo e fugiu dali sem lhe dar tempo de responder. Ela sabia que não ia ouvir a resposta que queria. Preferiu não ouvir.
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