E de repente tudo mudou. Já não há borboletas, já não há aperto no coração quando vejo que é a ela que tu amas. Desejo-te o melhor do mundo e agradeço-te desde já o facto de teres ido embora, ou deverei agradecer a mim própria por te ter deixado ir? Sim porque eu deixei, mas sou a única de nós dois que pode dizer que lutou até ao fim.
A melhor coisa que fizemos foi sem dúvida afastarmo-nos, não vou dizer que não sinto falta dos abraços e dos beijinhos e também não vou negar que continuo a achar que o meu nariz encaixava no teu ombro melhor do que o de ninguém.
Sofri mais que tu, é verdade. Deixei que ficasses com a ideia errada de mim, pura e simplesmente para não criar mais esperanças no meu coração que de vez em quando ainda balbucia o teu nome procurando um aconchego telefónico quando a noite se torna mais fria. Aquele lugar que foi teu um dia, está agora vazio (finalmente vazio e desocupado para que o príncipe o venha ocupar).
Já não te amo e fico feliz por ver que ela te dá tudo o que eu não te dei, apesar de tudo tu mereces, nem que seja por tudo aquilo que me deste durante o nosso "para sempre" que pareceu curto demais. Pergunto-me com quem será que desabafas quando ela faz das suas traquinices ou quando a tua mãe é um pouco mais fria contigo. Era a mim que telefonavas, e agora? Pois. Quem ocupará o meu lugar de amiga? Sim, aquele lugar que prometemos que nunca iria ser tirado acontecesse o que acontecesse. Até sinto falta, criámos um mundo totalmente nosso e acabei por me afastar do mundo real. E quando foste embora? Fazes ideia do que causou em mim? Não, e sabes porquê? Porque tu tinhas já alguém a substituir, alguém a quem telefonar quando as coisas corriam mal, alguém com quem estar nas horas livres de escola, alguém que te deu tudo o que eu não dei. Tenho pena. Tu sabias que eu poderia dar-te o mundo, era uma questão de tempo e como dizem "love is about timing". No entanto, não vou guardar ressentimentos. Cada um fez a sua vida, criámos novas relações, novos sentimentos, novas experiências. Cada um por si.
Can't stop the rain from falling
segunda-feira, 26 de março de 2012
sábado, 17 de março de 2012
Deus disse
E Deus disse: Tenho algo melhor para ti, por favor confia em Mim e deixa-o ir, se o amas deixa-o ir, deixa-o voar para onde ele quiser. Sabes que jamais te poria nesta situação se não soubesse que eras capaz. Há algo guardado para ti, só tens de ser tu a encontrá-lo. Ele não te merecia, mas há de certo alguém neste mundo que Eu criei que vai merecer e tratar-te como realmente mereces.
sexta-feira, 9 de março de 2012
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
O medo de amar
E um novo amor parecia dar sinais de si. E ela estava mais feliz do que nunca por já não viver insegura e atormentada por aquele amor antigo. Finalmente, estava a ir embora. Havia apenas vestígios, havia apenas uma nuvem branca como marca daquele amor que foi, em tempos, uma pedra inquebrável. Agora desvanecia cada dia mais. E ela voltava a sorrir. As borboletas no estômago davam sinais de vida, cada vez que ele se aproximava. Os olhos brilhavam cada vez que olhava para ele. Mas seria amor? Seria suficiente para poder agarrá-lo e não deixá-lo ir embora á mínima dificuldade? Ela questionava-se. Procurava uma resposta, mas a sua mente estava vazia. Aquele sentimento começava a consumi-la e isso deixava-a feliz, mas ela tinha medo que não fosse o suficiente. Não lhe parecia, á primeira vista, um amor tão forte como o antigo. E se nunca mais fosse capaz de voltar a amar tão intensamente? O amor antigo deixou sequelas enormes nela. Restava-lhe esperar. Não queria magoar ninguém. Ele era um príncipe e conseguiu aos poucos colar os pedacinhos do seu coração. Ele salvou-a e ela não ia magoá-lo. Mas ela estava disposta a esperar. A esperar o tempo que fosse preciso. Afinal, ele era o que ela queria.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
to infinity and beyond
Esse teu jeito de menino, essa tua timidez encanta-me, sabias? Estar perto de ti e não te olhar torna-se impossível e já nao consigo controlar o sentimento. Tens um jeito tão próprio. Conhecemo-nos tão pouco mas já não posso negar que estou apaixonada. Mas mesmo que não vá mais além, obrigada. Obrigada por teres fixado o meu coração. Obrigada por teres feito voltar as borboletas no estômago. Obrigada. E do que depender de mim, eu e tu, daqui para a frente, será para o infinito e mais além.
sábado, 17 de dezembro de 2011
Tu.
Tu. Tu adoras ser amado. Tu adoras miminhos e beijinhos. Tu adoras o calor, adoras a praia, o mar e o verão. Adoras andar de t-shirt, odeias o frio e o inverno. Tu adoras desporto. Adoras karaté, adoras correr. Desejavas ter uns musculos gigantes. Tu gostas do azul e do fim do dia. A tua comida preferida é canellones e o filme, se bem me lembro, "O correio de risco 2". Tu detestas que te empurrem, não gostas nada que te puxem. Adoras o teu cabelo e adoravas o meu. Adoravas dar-me as mãos e aquecê-las quando estava um frio de rachar na rua. Tu auto-entitulaste "uma brasa", nunca tens frio. Detestas pijamas, dormes de boxers em qualquer altura do ano. Dormes de barriga para baixo, com as mãos de baixo da almofada e com um dos pés de fora, pendurado na cama. No nosso mundo imaginário dormias ao meu lado. Gostas de dormir. Gostas de comer, de comer bem. Não te importas de comer deitado. Gostas de gelados. És religioso, sei que acreditas mas sempre preferiste estar comigo a estar em oração. Tens um sorriso lindo, mas não gostas dele. Tens os olhos mais bonitos que já vi, os olhos que me enfeitiçaram. Quando eras pequeno, eras branquinho como a neve. A tua mãe tinha de te carregar na testa para abrires a boca (lembro-me tão bem de ela me ter contado). Eras o bebé mais lindo do mundo. Tinhas medo da neve e berravas logo que o teu pai te deixava sozinho na neve por um segundo. Desenhaste nas paredes da casa antiga. Levaste com pimenta na boca por dizer uma asneira. És teimoso, dedicado e preguiçoso. Gostas de tomar pequenos-almoços como um rei. Bebes coca-cola logo pela manhã. Não gostas de fast food. Não gostas de brigas, nem de gritos. Gostas de um mundo calmo e de paz. Gostas de rock, metal,de Lil Wayne e Wiz Khalifa. Não gostas de dançar, aliás não sabes dançar. Não gostas de barulho e de confusão. Tens um riso próprio, consigo ouvi-lo a metros de distância. És divertido e ris-te de qualquer piada. Não suportas que traiam a tua confiança e não perdoas mentiras. Gostas da simplicidade e adoras que sejam honestos contigo. Adoras ir ao cinema. Adoras passear e caminhar. És activo, detestas estar parado. És suíço, mas não falas alemão nem sequer francês. És bom a inglês, adoras falar inglês, escrever em inglês. Cantas mal, mas eu adorava ouvir-te. Adoras ouvir coisas queridas ao telefone. Gostas que te digam as coisas directamente na cara. Gostas de frontalidade. Segundo a tua mãe, tens pernas de menina. A tua cidade natal é Sierre. Gostavas de anime. Não gostas de ler. Não gostas da escola.Queres aprender a fazer surf. Quando amas, amas asério e fazes tudo pela pessoa amada. Gostas que lutem por ti, que façam algo por ti. Gostas de dizer o que pensas. Não suportas estar mal com alguém. Gostas de ter tudo resolvido. Não gostas de magoar as pessoas próximas. Não gostas de falsidade, nem enganos. Não gostas de pessoas mimadas. Não gostas de birras. És ciumento. O que é teu, é teu. Não gostas que te imitem. Chateias-te facilmente. Não resistias quando eu fazia 'beicinho'. Gostavas quando eu te tratava como um menino pequenino. Gostas de fazer as pazes. Gostas de abraços. Dizes que tens voz de menina, mas eu acho-a extremamente doce. Não gostas que te prendam. Odeias que te controlem ou te proíbam disto ou daquilo. Não suportas sentir-te preso. Gostas de estar com os amigos, mas não confias em qualquer um. Não gostas de chunguices. Não gostas que escrevam português incorrecto. Não gostas de ténis com cores vistosas. Odeias que te façam esperar. Não gostas de atrasos. Não gostas de ver sangue. Não gostas da distância. Gostas de estar perto. Tens mau perder. Adoras Playstation. Adoras jogos de computador, jogos de carros e jogos de luta. És persistente, não desistes facilmente. Não gostas de ser contrariado mas reconheces quando não estás certo. És orgulhoso e quando achas que tens razão, vais até ao extremo para prová-lo. Gostas de manter o contacto com quem amas, desde que acordas até que te deitas. Mal podes esperar por aprender a conduzir. Gostas de viajar. O teu lema era 'Basta acreditar'. Não gostas/gostavas de tabaco. Não gostas de te sentir trocado. Não gostas de ser segunda opção. Gostas de cabelos encaracolados. Gostas que te falem baixinho ao ouvido. Sentes cócegas se te beijam no pescoço. Ris-te sempre que te mexem no umbigo. Gostas de festinhas no cabelo mas não suportas que o tirem do lugar. Não gostas de borbulhas. Tens um alto junto da nuca que quase ninguém descobriu ainda. Tens uma cicatriz no joelho de uma queda de bicicleta. Tens os dedos tortos por andar sempre de punho fechado no karaté. Gostas de calções. Gostas de hoddies. Gostas de óculos de sol. Não gostas de chapéus. Não ligas a marcas. Queres seguir marketing. Não sonhas ser rico nem famoso. Sonhas ser feliz. Preocupas-te com os outros. Gostas de ver todos á tua volta felizes. És alto. Adoravas os meus beijinhos. Odiavas que eu andasse com as costas tortas. Sabias surpreender-me. Gostas do risco de ser apanhado. Não segues modas, gostas de ser único. Querias fazer uma tatuagem com um sol no peito, mas pelo que parece agora queres fazer uma na perna com a frase 'Stay Strong'. Não gostas de dar nas vistas. És discreto. Não te dás a conhecer a toda a gente e fico contente de ser uma das pessoas a quem te deste a conhecer. És bom amigo. Sabes ouvir e aconselhar. Não julgas. Não criticas. Tens ar de mauzão mas és sensível. És descontraído e detestas preocupações. Gostas de responsabilidade. Quando não estás feliz, deixas. Ao que parece, esqueces facilmente. Perdoas mas não esqueces. Não gostas que te mandem á cara coisas do passado. Gostavas de mim. Gostas de olhar para o presente e não te preocupar com o futuro.
Tu és tu (ou eras tu) e desse modo, tinhas o mundo a teus pés. o meu mundo a teus pés
Tu és tu (ou eras tu) e desse modo, tinhas o mundo a teus pés. o meu mundo a teus pés
domingo, 13 de novembro de 2011
Depois de ti
No que toca a sentimentos não sei o que pensar. Ainda ontem estavas aqui e afinal passou tanto tempo. Ainda ontem eras meu e eu podia encaixar o meu nariz no teu ombro e sentir que me agarravas como se nunca mais me fosses largar. Mas a verdade é que já não estás aqui. E essa verdade dói, dói muito. Por vezes volto a sentir-te, volto a sentir o teu calor junto a mim como se realmente estivesses aqui. Por momentos penso se será real ou apenas fruto da minha imaginação. Não é. Não é real. É talvez o desejo de que fosse realidade. Gostava que estivesses aqui, oh se gostava! Mas o antigo tu, ou melhor, o verdadeiro tu. Era a esse que eu amava. O olhar é o mesmo a maneira de andar também, mas o sorriso não. Estás diferente. Mudaste á imagem e semelhança dela, estás igual a ela. Ouves as mesmas músicas, vestes-te da mesma maneira. Já nem o perfume é o mesmo, já não me entra pelo nariz e chega ao meu cérebro para que ele logo o reconheça e me diga "Sim, é ele". Porque a verdade é que já não és tu. E como eu gostava que fosses, como eu gostava que voltasses a ser o meu menino e não o homem dela. Eu preciso disso. Parte de mim acredita que um dia vais acordar desse sono que te consome. Vais perceber que o verdadeiro tu era muito melhor do que o que és agora. Vais voltar a fazer felizes as pessoas que realmente te amam. Vais perceber o que perdeste (se é que realmente já me perdeste). Vais perceber que o teu sorriso era muito mais bonito quando estavas junto a mim do que aquele que insinuas quando estás perto dela. Ela não te é nada. Dizes que a amas mas realmente não a conheces. Não a conheces nem como me conheces nem como eu te conhecia. Porque eu conhecia-te, ela nem sequer conhece o verdadeiro tu. Não faz a mínima ideia do príncipe lindo que tem ao lado dela. O príncipe lindo que ela está a conseguir transformar num monstro narcisista. Não quero estar aqui quando perceberes tudo isto, porque sei perfeitamente que esse dia está longe e não quero estar presa. Não quero ficar mais presa a ti. Quero seguir em frente tal como fizeste. Porque tu não és o mesmo, aquele que fala comigo agora não é mais a pessoa que conheci. Não é a pessoa que eu quero ao meu lado, nem o que me fazia sorrir. Já não me causas borboletas no estômago, levo isso como um sinal de que o meu coração sabe que "Não é mais ele". Não quero estar contigo. Não quero sentir que não me amas, assim já não tem o mesmo gosto. Ser uma amiga como as outras não sabe bem. Prefiro não te ver, porque sei que quando sorris perto de mim o mundo pára e só consigo ouvir o soar acelerado do meu coração como se algo o invadisse. E esse "algo" chama-se amor. Sim é verdade, sempre que sorris perto de mim volto a amar-te e isso é perigoso. Começo a acostumar-me á minha vida "depois de ti", á minha vida sem ti. Não vivo ansiosa, não vivo mais na esperança de que fales comigo ou digas que a deixaste e que percebeste que "perdeste a lua enquanto contavas as estrelas". E estou feliz. Estou orgulhosa de mim e da forma como consigo lidar com tudo isto. Sei que foste real, sei que tudo foi perfeito enquanto eras meu e enquanto as nossas mãos encaixavam de uma maneira tão perfeita que nem consigo explicar. Mas não é mais. Estás com ela. Aparentemente feliz com ela e eu não quero mais fazer parte dessa vossa história, não quero ser mais uma personagem nessa encruzilhada que tu criaste. Isto não é um jogo. A vida não é um jogo. Só temos uma oportunidade, e nós tivemos a nossa. Se não deu foi porque não tinha de dar. Deus não nos tira uma coisa boa para nos deixar mal, tira-nos para que aprendamos e para mais tarde nos dar algo melhor. Mas eu sei que bem no fundo, por baixo dessa máscara ainda existe a essência do tu que eu amava. E podes ter a certeza de que uma parte de mim, acredita que essa essência virá ao de cima e que deixarás para trás tudo o que te faz mal, deixarás todas as pessoas que te mudaram. Porque tu prometeste-me que não mudavas, por nada nem ninguém. Mas mais uma vez, quebraste a promessa.
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